domingo, 25 de julho de 2021

OS 7 PRINCÍPIOS DE HUNA – PARA UMA CONSCIÊNCIA MAIS ELEVADA

 


OS 7 PRINCÍPIOS DE HUNA – PARA UMA CONSCIÊNCIA MAIS ELEVADA

 

O termo Huna é utilizado desde os primórdios pelos nativos do Havaí e significa “conhecimento secreto” ou “segredo”. Vai muito além de uma expressão, exprime uma filosofia de vida em que o objetivo é entender as interações do lado espiritual e oculto de todas as coisas e fazer bom uso deste conhecimento.

Então, um significado mais amplo de Huna seria: conhecimento dos segredos da vida. Estes ensinamentos não ficaram restritos aos povos das ilhas polinésia e por meio de diversos autores, influenciaram o pensamento da Humanidade.

Conheça os 7 princípios de Huna e alcance uma consciência mais elevada.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

VOCÊ PODE CURAR SUA VIDA

 


Na infinidade da vida onde estou, tudo é perfeito, pleno e completo, e no entanto a vida esta sempre mudando. 

Não existe começo nem fim, somente um constante ciclar e reciclar de substancia e experiências. 

A vida nunca esta emperrada, estática ou rançosa, pois cada momento é sempre novo e fresco. Eu sou uno com o Poder que me criou e esse poder me deu o poder de criar minhas próprias circunstancias. 

Regozijo-me no conhecimento de que eu tenho o poder de minha própria mente para usar de qualquer forma que eu escolher.

 Cada momento da vida é um novo ponto de começo à medida que nos afastamos do velho. Este momento é um novo ponto de começo para mim bem aqui e agora mesmo. Eu aceito mudar meus padrões mentais e mudar minha vida para o melhor, minha saúde é perfeita e plena aqui e agora. 

Eu estou curando todo o meu ser na luz sagrada que eu sou. Tudo esta bem no meu mundo.

 

Louise L. Hay


O Silêncio da Alma

 


 

Hoje sinto que devo falar no silêncio da Alma. É através do exercício da mente, designadamente através da disciplina quotidiana da prática do silêncio, que vamos conseguindo voltar ao contacto com a nossa ALMA.

Mas que silêncio é este?

Um ser é constituído por diversos corpos sem os quais dificilmente se poderia exprimir no mundo físico que nos rodeia. Aqueles que todos nós rapidamente nos damos conta e com os quais mais facilmente nos identificamos são:

O Corpo físico – aquele com o qual nos expressamos nas três dimensões espaciais, constituído essencialmente por água e carbono;

O Corpo emocional – com o qual exprimimos os nossos sentimentos e condicionamos muitos dos nossos comportamentos e atitudes;

O Corpos mental – com o qual construímos a razão e controlamos os outros dois corpos anteriores.

Quando nos perguntamos: Quem sou eu? Muitas vezes referenciamo-nos através dos

atributos deste três corpos e ao fazê-lo normalmente conseguimos identificar a nossa personalidade, nas não completamente o nosso ser – no fundo o tal EGO de que já falamos em posts anteriores.

Mas subtilmente existe um outro que só nos damos conta dele quando conseguimos aquietar a nossa mente e o fluxo continuado de pensamento muitos deles egoicos. A este corpo subtil que alberga a nossa essência espiritual, designa-se normalmente por ALMA.

 

A nossa Alma é assim esta presença, o observador de nós próprios que se constitui na vacuidade dos nosso pensamentos, que não critica, não julga e não objecta, mas que sente, que intui, que se coloca no agora da nossa existência, sem ter uma dimensão espacial e temporal.

Aprender a viver com ela, intimamente ligados e vivenciando a vida, leva-nos a uma característica de estar e ser, com três atributos essenciais que são: a doçura, a candura e a elegância.

 

O alinhamento dos três corpos enunciados anteriormente com a Alma é uma prática se só será possível através do silêncio, da vacuidade e com a acalmia dos nossos pensamentos. Não basta fazer o silêncio sonoro ou se quiserem a ausência de som externo. Temos mesmo de procurar não pensar…

de provocar o nosso silêncio interior. É deste silêncio que falo.

 

Experimentem já hoje, apenas durante alguns segundos. Se quiserem usem uma música

relaxante. Experimentem no seu dia-a-dia a contenção verbal. Vão ver que aos poucos vão fazendo emergir de si… bem lá do fundo do corpo… a vossa ALMA. De início só durante pouco tempo e muito escassas vezes mas aos poucos e poucos vai ficando cada vez mais presente.

 

Vivam cada vez mais com a ALMA.

Fiquem bem.

 

(A Mónada)



sábado, 17 de julho de 2021

Meditação OM

  


Meditação OM

 

Meditação OM - basicamente ficar emitindo o mantra OM por longos períodos sucessivamente. Nas primeiras vezes que fazemos esse exercício, é bastante interessante que possamos dedicar períodos próximos a uma ou mais horas consecutivas realizando-o. Posteriormente quando o fizermos por curtos períodos, poderemos freqüenciar os estados alterados expansivos de consciência que são provocados mais facilmente. Muito pode ser dito sobre o OM e como fazê-lo, muito mesmo. Recomendo para quem quer uma ótima leitura a esse respeito, o livro "Tantra, o Culto de Feminilidade", de Andre Van Lysebeth. Adianto o seguinte:

faça-o de modo a poder sentir a vibração cada vez mais profunda e intensa por dentro do corpo, a partir das vísceras subindo rumo ao crânio, detendo a percepção, no tórax, na garganta e dentro da cabeça. No começo isso poderá ser um tanto difícil, com o tempo, ficará automático sentir a vibração no centro do crânio;

 

INVOCAÇÕES PARA ABSORVER ENERGIA

 


INVOCAÇÕES PARA ABSORVER ENERGIA

Tanto quanto o alimento físico que você come, é importante também adicionar Luz à sua dieta.

Fazemos isso com a "Invocação à Água", sobre o nosso alimento. Assim como nossos corpos, nossa comida também tem Aproximadamente 75% de água. Assim, a Invocação nos permite

absorver mais freqüência de Luz pura em nosso corpo com qualquer coisa que comemos ou bebemos.

Invocação à Água

Eu tomo esta Água da Vida

Eu a declaro Água de Luz.

Enquanto eu a trago para dentro do meu corpo,

Ela permite que o meu corpo brilhe.

Eu tomo isto, a Água da Vida.

Eu a declaro a Água de Deus.

EU SOU um Mestre em tudo que EU SOU.


O Poder da Intenção

 

O Poder da Intenção

Qual é o poder da intenção ? Além disso, o que significa se conectar ao poder da intenção ? Neste artigo não iremos explorar o que a intenção é exatamente, porque eu não acredito que alguém possa realmente saber isso. No entanto, podemos definitivamente usar a intenção e experimentá-la diretamente em nós mesmos que é o que você vai ganhar com a leitura deste artigo.

Carlos Castaneda descreveu o seguinte sobre a intenção baseado na descrição que lhe foi dada por seu professor, Don Juan:

“Ele disse que no Universo existe uma força imensurável, indescritível que os feiticeiros chamam de intenção e que absolutamente tudo o que existe em todo o Cosmos está ligado à intenção através de um elo de ligação. Feiticeiros, ou guerreiros, como os chamava, estavam preocupados com a discussão, compreensão e utilização do elo de ligação. Eles estavam especialmente preocupados com a limpeza dos efeitos entorpecentes provocados pelas preocupações comuns de suas vidas cotidianas. “(O Poder do Silêncio, p.12)

Na essência, intenção é outro nome para a consciência universal, ou para o campo infinitamente denso de energia (energia do vácuo) a partir do qual toda a criação surge. Intenção é outro nome para a força universal impessoal e infinita que é a intenção de toda a existência da criação simultaneamente, incluindo nós mesmos. Da mesma maneira que podemos criar uma imagem em nossa imaginação e, em seguida, mantê-la lá, eu acredito que isto é precisamente como a intenção é, mas em uma escala universal.

Acessando a informação do campo através do silêncio Interior

 


Acessando a informação do campo através do silêncio Interior

“Meu cérebro é apenas um receptor, no Universo há um núcleo a partir do qual obtemos conhecimento, força e inspiração, eu não acessei os segredos deste núcleo mas eu sei que ele existe”. -Nikola Tesla

O silêncio interior é a chave para acessar este núcleo de conhecimento do Universo.

Os seres humanos são como cebolas, temos camadas que são camadas energéticas emocionais/mentais dentro de nós com o nosso Eu genuíno obscuro, quando crianças e bebês não temos camadas, temos consciência infinita pura e não adulterada, então ficamos cheios de informações ao longo do tempo, isto enche nossa mente e perdemos a consciência da nossa verdade interior e nossa capacidade natural de processamento de energia (processamento emocional) é diminuída ou interrompida completamente e começamos a formar camadas e camadas de ego.

O ego é a nossa identidade separada, individual, que se manifesta em contradição com o nosso EU universal, ele é formado pela necessidade de lidarmos com toda essa informação/energia que recebemos, mas que não foi processada corretamente.

DESENVOLVENDO SUA INTUIÇÃO

 


DESENVOLVENDO SUA INTUIÇÃO

Nossa intuição é uma das nossas ligações mais profundas com a nossa espiritualidade. Para mim, é parte de uma linguagem cósmica que nos liga não apenas uns aos outros, mas a todo o resto e ao próprio pulso do universo. A linguagem da intuição é um dos nossos maiores dons.

O QUE É INTUIÇÃO?

A intuição é a base de uma linguagem inerente que todos nós utilizamos e que utiliza todos os nossos elementos sensoriais (físico, mental, emocional e espiritual) para nos comunicar.

Por exemplo, se você estiver em uma situação que possa exigir cautela, você pode ter a experiência física dos pêlos em seu braço em pé ou formigamento ou arrepios. Isso permite que você saiba mentalmente que algo está acontecendo e que, então, sinaliza emocionalmente para você estar em guarda. Essa informação veio de uma “energia” que estava fora de você, mas conectada a você em um nível profundo dos éteres, e esse é o componente espiritual.

Todos esses elementos funcionaram juntos para que você soubesse que algo estava acontecendo e que você não tinha nenhum detalhe racional ou lógico anterior, mas intuitivamente você sabia. Intuição é o nome desse processo. Às vezes nós apenas sabemos das coisas.

PARA QUE PRECISAMOS DA INTUIÇÃO?

Utilizar sua intuição é como escrever com um lápis afiado versus um lápis opaco.

A linha inferior é que o mais nítido sua intuição é a melhor bússola que pode ser em ajudar você a navegar com sucesso sua vida pessoal e profissionalmente. Quem não gostaria de uma ferramenta como essa? A melhor parte é que todo mundo já tem e desenvolvê-lo não vai quebrar o banco, só leva tempo e compromisso.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

SOMOS CRIADORES

 


SOMOS CRIADORES

 Nosso subconsciente trabalha na materialização de nossas crenças. Ele não tem senso de humor. Faz sempre o que acreditamos. Não falha. Dessa forma, o fracasso não existe. Você foi sempre um sucesso! Sua vida é obra sua. Você é responsável por suas experiências. Mesmo aquelas que parecem não depender de você foram atraídas por sua forma de pensar.

 

As coisas não vão bem? Só colhe infelicidade? É hora de perceber como você consegue fazer isso. Certamente não escolheu a atitude adequada para obter bons resultados. Mudando essa atitude, tudo se modificará.

 

A vida deseja que você desenvolva seus potenciais de espírito eterno e aprenda a ser feliz. A felicidade é nosso destino e só o bem é verdadeiro. Para nos ensinar isso, a vida programa nossas experiências de acordo com nossas necessidades. Através do resultado dessas experiências conquistamos a sabedoria.

 

Na queixa há sempre uma justificativa para continuarmos a ser como somos, mas há também uma autoimagem negativa. Você pensa que não pode fazer nada, que é incapaz e não merece. Conforma-se em ser pobre, em ficar em segundo plano, em pensar primeiro nos outros (“é feio pensar em você primeiro”). Acha que, para você ter, outros terão que dar e perder. Como se Deus fosse pobre e tão limitado que para dar a uns teria que tirar de outros. Esses pensamentos são altamente depressivos e atraem infelicidade.

O VERDADEIRO EU

 


Através do ego a sociedade controla você. Você tem que se comportar de certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo. Você tem que caminhar desse jeito, você tem que rir assim, você deve seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você não sabe onde está você não sabe quem você é.

Os outros lhe deram a ideia. E essa ideia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o Eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o Eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos.

Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas…

Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de “eu sou”. Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos – porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser… É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca – a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo.

SOU O AGORA

 


SOU O AGORA

Este exato momento agora é a única coisa da qual você jamais conseguirá escapar, o único fator constante em sua vida.

Aconteça o que acontecer, e por mais que sua vida mude, uma coisa é certa: é sempre o agora.

Se não for possível fugir do agora, por que não acolhê-lo e tratá-lo bem?

A divisão da vida em passado, presente e futuro é uma construção da mente, em última análise: ilusória.

Passado e futuro são formas pensamento, abstrações mentais.

O passado só pode ser lembrado agora.

O que você lembra é um fato que aconteceu no agora e do qual você se lembra agora.

O futuro, quando chega, é o agora.

Portanto, a única coisa real, a única coisa que sempre existe, é o agora.

Concentrar sua atenção no agora, não é negar o que é necessário em sua vida. É reconhecer o que é prioritário.

Depois, você poderá lidar mais facilmente com o que é secundário.

Veja o que é prioritário e faça do agora seu amigo, não seu inimigo. Reconheça-o, respeite-o. Quando o agora é a base e o foco principal de sua vida, ela flui com facilidade.

Sinta a vida em seu corpo.

Isso enraíza você no agora.

Enquanto não se responsabilizar por este exato momento – o agora – você não estará assumindo qualquer responsabilidade por sua vida.

É por isso que o agora é o único lugar onde a Vida pode ser encontrada.

O agora é como é porque não pode ser de outro jeito.

Assumir responsabilidade por este momento presente é estar em harmonia com a vida.

Quando você passa a dar atenção ao agora, cria-se um estado de alerta. É como se você acordasse de um sonho, o sonho do pensamento, o sonho do passado e do futuro.

É tão claro é tão simples.

Não sobra lugar para criar problemas.

Só esse momento, tal como ele é.

Quando concentra sua atenção no agora, você se dá conta de que a vida é sagrada. Existe algo de sagrado em tudo que você percebe quando se encontra no presente. Quanto mais você viver no agora, mais vai sentir a simples e profunda alegria de SER e do caráter sagrado da Vida.

A maior parte das pessoas confunde o agora com o que acontece no agora. Mas não é isso.

O agora é mais profundo do que qualquer conteúdo que ocorre nele.

É o espaço no qual tudo acontece.

Você sempre ignora o fato mais óbvio: o seu sentido mais profundo de ser não tem nada a ver com o que acontece na sua vida, nada a ver com o conteúdo de sua vida.

O sentido de ser, de Eu Sou, está intimamente ligado ao agora.

Ele sempre permanece o mesmo.

Na infância e na velhice, na saúde ou na doença, no sucesso ou no fracasso, o Eu Sou, o espaço do agora permanece imutável no nível mais profundo. Mas como ele costuma se confundir com o que acontece em sua vida, você sente o Eu Sou ou o agora muito tênue e indiretamente, através do conteúdo da sua vida.

Em outras palavras: sua noção de ser fica obscurecida pelas circunstâncias, por sua corrente de pensamento e pelos inúmeros fatos que ocorrem no mundo à sua volta.

O agora fica encoberto pelo tempo.

No entanto, é tão simples lembrar a verdade e dessa forma voltar às origens.

Eu não sou os meus pensamentos, não sou minhas emoções, minhas percepções sensoriais e minhas experiências.

Não sou o conteúdo da minha vida.

Sou o espaço onde todas as coisas acontecem.

Eu sou a consciência.

Sou o Agora.

Por Eckhart Tolle


QUEM É VOCÊ?

 


QUEM É VOCÊ?

 

Muitas coisas podem ser importantes na sua vida, mas apenas uma tem importância absoluta. É importante vencer ou fracassar aos olhos dos outros. É importante ter ou não ter saúde, estudar ou não estudar. É importante ser rico ou pobre – certamente isso faz diferença na sua vida. Sim, tudo isso tem uma importância relativa, mas não absoluta. Existe algo mais importante do que todas essas coisas: é encontrar a essência do que você é para além dessa entidade de curta duração que é a noção personalizada do “eu”. Você não encontra a paz reorganizando os fatos da sua vida, mas descobrindo quem você é no nível mais profundo.

A reencarnação não ajuda se na próxima encarnação você continuar sem saber quem é.

Toda a desgraça do mundo vem de uma noção personalizada do “eu” ou do “nós”. Essa noção encobre a essência de quem você é. Quando você não se dá conta dessa essência interior, acaba sempre causando algum tipo de desgraça. É muito simples. Quando não sabe quem é, você cria um “eu” na mente para substituir o seu lindo e divino ser e se agarra a esse “eu” amedrontado e carente. A partir do momento em que faz isso, sua grande força motivadora passa a ser proteger e valorizar essa falsa noção do “eu”.

Há muitas expressões usadas frequentemente que mostram que as pessoas não sabem quem são. O mesmo acontece às vezes com a estrutura da língua. Dizemos: “Ele perdeu a vida num acidente de carro” ou “A minha vida”, como se a vida fosse alguma coisa que se possa possuir ou perder. A verdade é: você não possui uma vida, você é a vida. Você é a vida única, a consciência única que permeia todo o universo e assume temporariamente a forma de pedra, folha, animal, pessoa, estrela ou galáxia. Consegue perceber que, lá no fundo, você já sabe disso? Consegue perceber que você já é isso?

Você precisa de tempo para a maioria das coisas na vida: é preciso tempo para aprender uma nova atividade, para construir uma casa, para se especializar em alguma profissão, para preparar um chá. Mas o tempo é inútil para a coisa mais valiosa da vida, a única que realmente importa: a realização pessoal, o que significa saber quem você é essencialmente além da superfície do “eu” – além do nome, do tipo físico, da sua história.

Você não pode encontrar a si mesmo no passado ou no futuro. O único lugar onde você pode se encontrar é Aqui e Agora.

Os que buscam uma dimensão espiritual querem a auto realização ou a iluminação no futuro. Ser uma pessoa que está em busca significa que você precisa do futuro. Se é nisso que você acredita, isso se torna verdade para você: precisará de tempo até perceber que não precisa de tempo para ser quem você é.

Quando olha para uma árvore, você toma consciência da existência da árvore. Quando pensa ou sente alguma coisa, toma consciência do pensamento ou da sensação. Quando passa por uma experiência boa ou ruim, toma consciência dessa experiência.

Essas afirmações parecem verdadeiras e óbvias, mas, se você examiná-las atentamente, perceberá que, de uma forma sutil, elas contêm uma ilusão básica que se torna inevitável quando se usa a linguagem. O pensamento e a linguagem criam uma aparente dualidade, como se houvesse uma pessoa e uma consciência separadas. Isso não existe. A verdade é que você não é uma pessoa que toma consciência da árvore, do pensamento, do sentimento ou da experiência. Você é a consciência na qual e através da qual essas coisas existem.

Você se percebe como a consciência na qual todo o conteúdo de sua vida se desdobra?

Quando você diz “Eu quero conhecer a mim mesmo”, você é o “Eu”. Você é o conhecimento. Você é a consciência através da qual tudo é conhecido. E que não pode conhecer a si mesmo. Porque você é a própria consciência.

Não existe nada a ser conhecido além disso. O “Eu” não pode se transformar num objeto de conhecimento, de consciência. O “Eu” é a própria consciência.

Assim, você não pode se tornar um objeto para si mesmo. Quando isso acontece, surge a ilusão do “eu” autocentrado – porque mentalmente você fez de si mesmo um objeto. “Este sou eu”, você diz. A partir dessa afirmação, você passa a ter uma relação com você mesmo e a contar para os outros e para si mesmo a sua história.

Quando você sabe que é a consciência na qual a vida externa acontece, torna-se independente do que existe externamente e perde a necessidade de buscar sua identidade nos fatos, nos lugares e nas situações. Em outras palavras: as coisas que acontecem ou deixam de acontecer perdem a importância, perdem o peso e a gravidade. Sua vida passa a ter outra graça e leveza. O mundo é então visto como uma dança cósmica, a dança da forma – só isso.

Quando você sabe quem realmente é, tem uma enorme e intensa sensação de paz. Essa sensação poderia ser chamada de alegria, porque alegria é isto: uma paz vibrante e intensa. E a alegria de saber que seu ser é a própria essência da vida, antes de a vida assumir uma forma. E a alegria de Ser – de ser quem você realmente é.

Por Eckart Tolle


O SER CONSCIENTE E O ESTAR CONSCIENTE


 

O SER CONSCIENTE E O ESTAR CONSCIENTE
 
Apesar de muitas vezes empregado com o mesmo sentido, o termo Ser consciente não significa o mesmo que Estar consciente, muito embora haja uma estreita interdependência entre ambos.
 
Na ótima definição de Ana Beatriz Barbosa Silva no livro Mentes Perigosas, “Ser consciente refere-se à nossa maneira de existir no mundo. Está relacionado à forma que conduzimos nossa vida e, especialmente, às ligações emocionais que estabelecemos com as pessoas e as coisas no nosso dia a dia”. Permito-me acrescentar que Ser consciente é também se relacionar de forma ética com toda e qualquer forma de vida que habita este Planeta, reconhecendo, respeitando, sustentando e aceitando suas necessidades e características únicas, garantindo, assim, o seu direito de existir e de se realizar enquanto espécie.
 
Ser consciente é amar, sem condições e sem reservas, toda expressão de vida!
 
Já Estar consciente é ter ciência e capacidade de raciocinar e de processar os fatos que vivenciamos bem como, nossas reações físicas e mentais. Não se trata apenas de estar alerta ou lúcido, mas, muito mais do que isto, Estar consciente significa estar atento aos próprios pensamentos e aos sentimentos e emoções que determinam nossos comportamentos e atitudes, no exato momento em que elas acontecem. Em uma frase: Estar consciente é desligar o “piloto-automático”.
 
Não há quem não saiba o quanto é difícil este Estar consciente. Na maioria das vezes reagimos automaticamente aos fatos que julgamos ameaçadores, nos defendendo ou atacando, e fazemos isto sem de fato parar e avaliar se o perigo realmente existe ou é uma mera  percepção distorcida.
 
Este tipo de atitude leva à conclusão errônea de que tudo que importa vem de fora e, portanto, somos vítimas das circunstâncias e das pessoas. Na verdade não nos passa pela cabeça que nós próprios podemos ter criado, com nosso comportamento e atitude, tais ameaças ou então, que não  percebemos com clareza, em virtude dos nossos condicionamentos, o que de fato acontece.
 
Sem Estarmos conscientes, não assumimos a nossa auto responsabilidade, não reconhecemos o que temos que mudar em nós, não nos aceitamos como somos e, portanto, não mudamos. Sem mudança, o mundo exterior continuará ameaçador, viveremos numa luta constante pela sobrevivência, concorrendo por posições e reconhecimento, competindo por espaço, lutando permanentemente uma luta inglória de vida e morte.
 
O Não Estar consciente inviabiliza o Ser consciente, e cria um círculo vicioso que retro-alimenta a confusão, o estresse, o medo, a dor e o sofrimento.

Por Ricardo Porto